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Cúpula Global de Bogotá sobre inovação social conecta líderes e organizações

A Cúpula Global de Bogotá sobre Inovação Social (Global Summit on Social Innovation), realizada nos dias 14 e 15 de março, terminou com um apelo a uma centena de líderes desse campo presentes, para que incentivem essa nova comunidade a ir além da retórica e a pensar sobre alguns modelos específicos ou abordagens discutidas no evento para transformar seu próprio modelo ou organização em seus países, e a comprometerem-se com o avanço dessas conexões.

“A maioria dos participantes pertencia a organizações intermediárias. Havia também alguns empreendedores de negócios de impacto e poucos investidores”, afirma o economista Beto Scretas, especialista em finanças e voluntário do ICE, que representou a organização no evento. Segundo ele, “a reunião foi o início de um amplo esforço da Fundação Rockefeller e do Fundo Multilateral de Investimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o apoio da Compartamos con Colombia, host da reunião (organização baseada no trabalho colaborativo com o objetivo de dividir habilidades, conhecimento e talentos), para desenvolver uma comunidade globalmente conectada reunindo as mais importantes organizações de inovação social, na qual elas possam compartilhar conhecimento, experiência e recursos, para realizar mudanças em nível sistêmico”.

Esse tipo de cooperação em rede permite que soluções bem-sucedidas num país possam ser aplicadas em outros, o que contribui para acelerar a adoção de melhores práticas e ampliar a escala da inovação social em nível global. Uma solução que funcionou bem na Índia, por exemplo, pode também ser boa para o Brasil.

Durante as discussões, ficou claro que a grande tendência entre as organizações sociais que estão pensando em inovação social é utilizar o formato de laboratório, com o objetivo de cocriação e participação de todos os atores envolvidos. Além de enfatizarem a cocriação, vários palestrantes e debatedores destacaram a necessidade de envolver o governo para ganhar escala.

Beto Scretas achou muito interessante um painel da Cúpula que discutiu novos mecanismos de financiamento para negócios de impacto, em especial as soluções apresentadas por três organizações:
Transform Finance, cujo representante, Andrea Armeni, falou sobre a importância de atuar como advisor e de escolher o melhor veículo para cada tipo de investidor de impacto, em vez de apenas oferecer um portfólio; Acumen Fund, que mostrou a importância do capital paciente, que deve ter um horizonte maior que o venture capital; e a BSR, referência global em corporate responsibility, que discutiu o tema corporate venture, que vem despertando grande interesse no mundo e é bastante relevante para o campo de finanças sociais no Brasil. Nessa modalidade de corporate venture uma grande empresa financia ou incuba startups que podem, no futuro, ser seus fornecedores ou clientes, ou seja, ingressar na cadeia de valor da grande empresa.

Lorenzo Bernasconi, responsável pela área de soluções financeiras inovadoras da Fundação Rockefeller, fez palestra sobre o tema, na qual citou avanços que essa organização tem realizado no campo do financiamento social, como o Social Success Fund, uma parceria com a Yunus Social Business, confirmando a posição de vanguarda da Fundação nessa área.



ICE – Instituto de Cidadania Empresarial