2017 04 06: Encontro Nacional 2017, Programa Academia ICE.

Estratégia

O Brasil enfrenta problemas sociais complexos, que impactam direta e indiretamente toda a população, especialmente em áreas como educação, saúde, moradia, geração de emprego e distribuição de renda.

  • Apenas 54% dos jovens brasileiros concluem o ensino médio dentro do prazo esperado.
  • O SUS ainda é o único meio de acesso à saúde para 67% da população brasileira.
  • Quase metade das moradias não tem condições adequadas de saneamento.
    Fonte: PNAD, 2011

As ações governamentais, os investimentos sociais de empresas e o dinheiro de pessoas físicas engajadas com a filantropia têm tido papel importante na melhoria desses indicadores, mas são insuficientes para resolver os problemas sociais. Existe grandes oportunidades para modelos de negócios que ofereçam soluções inovadoras com impacto social, capazes de se sustentar e se multiplicar, sem depender de doações.
Como resposta a esta necessidade, nos últimos anos vimos surgir dois movimentos complementares que buscam transformações sociais que reduzam a pobreza e a vulnerabilidade de pessoas e comunidades.

O primeiro vem de empreendedores que criam produtos e serviços com forte potencial de ganho de escala e que geram melhores oportunidades para as pessoas – em especial as de baixa renda –, e que impactam positivamente e de forma mensurável a sociedade. O segundo é o de investidores que buscam colocar seu dinheiro em negócios com impacto social e que tenham sustentabilidade.

É da observação destes movimentos que o ICE elegeu o tema das finanças sociais e negócios de impacto para o período 2014-2020.

Inspirados nas Recomendações da Força Tarefa de Finanças Sociais e no seu papel de articulador do campo, o ICE trabalha para atrair cada vez mais capital para o setor, por meio de novos investidores e mecanismos financeiros eficientes. Visa também desenvolver mais negócios com soluções inovadoras, impacto socioambiental com alto potencial de escala e sustentabilidade financeira. Atua para fortalecer organizações intermediárias e construir um macroambiente favorável às finanças sociais e, ainda, contribui para a inserção desses temas na academia com a perspectiva de desenvolver e atrair mais profissionais para atuar no campo.

Sua Teoria de Mudança, criada em 2015, veio complementar esse planejamento e traduz, de forma visual e objetiva, a lógica de trabalho do Instituto. Representa graficamente a articulação entre premissas, estratégias, programas, projetos, atores do ecossistema, resultados e impactos. É, ainda, uma ferramenta adicional para a gestão de resultados.

ICE – Instituto de Cidadania Empresarial