Estratégia

O Brasil enfrenta problemas sociais complexos, que impactam direta e indiretamente toda a população, especialmente em áreas como educação, saúde, moradia, geração de emprego e distribuição de renda.

  • Apenas 54% dos jovens brasileiros concluem o ensino médio dentro do prazo esperado.
  • O SUS ainda é o único meio de acesso à saúde para 67% da população brasileira.
  • Quase metade das moradias não tem condições adequadas de saneamento.
    Fonte: PNAD, 2011

As ações governamentais, os investimentos sociais de empresas e o dinheiro de pessoas físicas engajadas com a filantropia têm tido papel importante na melhoria desses indicadores, mas são insuficientes para resolver os problemas sociais. Existe grandes oportunidades para modelos de negócios que ofereçam soluções inovadoras com impacto social, capazes de se sustentar e se multiplicar, sem depender de doações.
Como resposta a esta necessidade, nos últimos anos vimos surgir dois movimentos complementares que buscam transformações sociais que reduzam a pobreza e a vulnerabilidade de pessoas e comunidades.

O primeiro vem de empreendedores que criam produtos e serviços com forte potencial de ganho de escala e que geram melhores oportunidades para as pessoas – em especial as de baixa renda –, e que impactam positivamente e de forma mensurável a sociedade. O segundo é o de investidores que buscam colocar seu dinheiro em negócios com impacto social e que tenham sustentabilidade.

É da observação destes movimentos que o ICE elegeu o tema das finanças sociais e negócios de impacto para o período 2014-1018, com a certeza de que é necessário e possível atrair mais capital para soluções inovadoras que respondam aos problemas sociais numa escala de grandeza proporcional ao tamanho de seus desafios.

O planejamento do instituto 2014-2018 contempla uma série de ações voltadas ao fortalecimento do campo das Finanças Sociais e dos Negócios de Impacto como um caminho para o desenvolvimento de modelos de negócios que resolvam problemas sociais.