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Estudo sobre Equity Crowdfunding apresenta crescimento desse mecanismo no mundo e destaca aprendizados das primeiras experiências no Brasil

A pedido da Força Tarefa de Finanças Sociais (FTFS), a Din4mo, organização que apoia empreendedores no desenvolvimento de modelos de negócios com foco na solução de problemas sociais, divulgam um estudo inédito sobre Equity Crowdfunding no Brasil.

Modalidade de financiamento coletivo por meio de plataformas digitais, o equity crowdfunding oferece ao pequeno investidor não apenas a oportunidade da participação acionária em um negócio nascente (startup), mas a viabilização de um projeto que tenha impacto socioambiental. Essa modalidade, em amplo crescimento no mundo todo, tem grande potencial para impulsionar os Negócios de Impacto.
Segundo estudo realizado pela Deloitte em parceria com a Força Tarefa de Finanças Sociais, o Brasil investiu, em 2014, o valor de R$ 13 bilhões em atividades de impacto social com sustentabilidade financeira. Até 2020, esse montante pode chegar a 50 bilhões.

“Para que esse cenário se concretize é fundamental o estímulo para que mais empresas, pessoas físicas e governos aportem recursos financeiros em empreendimentos comprometidos em gerar impacto social e/ou ambiental com rentabilidade financeira. Nessa perspectiva, a existência deste novo mecanismo financeiro, o equity crowdfunding, tem potencial de atrair mais capital, diminuindo a burocracia para investidores individuais e institucionais, ao mesmo tempo que amplia a segurança e a transparência nos investimentos em Negócios de Impacto, nos seus mais variados estágios de maturidade. A Força Tarefa de Finanças Sociais tem apoiado e disseminado novos mecanismos financeiros e, nesse contexto, celebra esse estudo produzido pela Din4mo”, comenta Celia Cruz, diretora executiva do ICE que juntamente com a SITAWI Finanças do Bem compõe a diretoria Executiva da Força Tarefa.

O relatório descreve as características desse canal e destaca a oportunidade que esse novo mecanismo oferece para viabilizar o acesso de novos investidores ao campo de negócios de impacto de uma forma mais democrática.

“Há interesse e disposição das pessoas em dar significado aos seus investimentos e, agora, elas têm um canal para isso, seguro e transparente. No modelo, um grande número de pessoas contribui com pequenas quantias para viabilizar um projeto. O setor de finanças sociais precisa de inovações e o modelo de crowdfunding tem o potencial de conectar pessoas que querem investir na criação de prosperidade e que não têm opções ou não sabem como”, afirma Marco Gorini, coordenador do estudo.

No Brasil, existem quatro plataformas de Equity Crowdfunding: Broota, Eqseed, StartMeUp e EuSocio. A Broota é a pioneira e suas operações começaram em 2014. Já realizou 28 captações que geraram cerca de R$ 8 milhões. A plataforma reúne 4.433 empresas, 4.464 investidores e 24 sindicatos – 25% dos investidores cadastrados já investiram em alguma startup e três sindicatos são responsáveis por mais de 35% das captações da Broota. A organização Din4mo é um dos sindicatos da Broota, o único voltado para negócios de impacto social.

O documento destaca que, no plano internacional, o uso de Equity Crowdfunding para os negócios de impacto tem crescido. Desde o início da indústria, em 2009, o crescimento foi exponencial: em 2010, US$ 800 milhões; 2014, US$ 14 bilhões; em 2015, US$ 34 bilhões.
“A Din4mo comprovou a tese de que existe mercado para operações de Equity Crowdfunding de negócios de impacto. O Programa Vivenda, por exemplo, captou em dois meses o valor R$ 445 mil, ante o valor alvo de R$ 300 mil. A taxa de sucesso da operação foi de 148%, com a participação de 53 investidores”, explica Marco.

Dessa forma, as plataformas são verdadeiros pools de ofertas para os investidores, reduzindo os custos de buscar uma empresa adequada à sua tese de investimento e impacto e de ter contato com novos mercados. Mas para que o modelo impulsione o empreendedorismo social é essencial a construção de um ecossistema saudável e colaborativo, aponta o documento.

Baixe aqui estudo completo



ICE – Instituto de Cidadania Empresarial