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FLII debate investimento de impacto na América Latina

Com a mensagem “Let’s meet up”, o 7º Fórum Latino-Americano de Investimento de Impacto (FLII), realizado em Mérida (México), entre os dias 14 e 16 de fevereiro, reuniu 400 pessoas de 24 países, entre investidores, empreendedores e intermediários.

O encontro foi organizado pela New Ventures, aceleradora de Negócios Sustentáveis do World Resources Institute (WRI), que presta serviços de desenvolvimento de negócios sustentáveis com foco em pequenas e médias empresas de mercados emergentes.
“O Fórum reúne atores-chave do campo na América Latina para dialogar, trocar ideias e fomentar o trabalho conjunto e em colaboração. O primeiro encontro, há sete anos, reuniu pouco mais de 100 pessoas, hoje já alcança mais de 400 participantes, de organizações distintas – fundações empresariais, fundos de investimento, organizações do terceiro setor,  academia, entre outros. Assim, este Fórum se consolida como um espaço importante de reflexão sobre os avanços e os desafios do ecossistema. É possível identificar o avanço de novas iniciativas de fomento ao empreendedorismo de impacto, seja por parte do governo, seja na Academia; o surgimento de novos casos de empreendedores de impacto; e também a diversidade de investidores”, comenta Adriana Mariano, gestora de programas do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE).
Nessa edição, além de Adriana Mariano, que representou o ICE, três brasileiros participaram de painéis: Daniel Izzo, da Vox Capital; Henrique Bussacos, do Impact Hub São Paulo; e Leonardo Letelier, da Sitawi.

O objetivo do Fórum é fortalecer o empreendedorismo social e impactar o ecossistema de investimentos. O evento facilita encontros e diálogos entre representantes de diferentes setores da região: empresas sociais e ambientais, empresas, fundos de investimento, mídia empresarial, fundações, ONGs e escolas de negócios, entre outros. A agenda inclui palestras e entrevistas com especialistas, apresentação de cases de sucesso e oficinas e painéis, nos quais flui o intercâmbio de experiências e de conhecimentos entre os participantes.

Na mesa de abertura do evento, o assunto foi a participação das fundações nas frentes de investimento de impacto. “Mesmo que ainda tenham uma participação tímida, as fundações já são vistas como atores estratégicos para o desenvolvimento do ecossistema. As instituições argumentam que até podem investir sem esperar retorno financeiro, mas se tiverem retorno, ótimo. Podem investir mais. E sabem que o papel delas é investir em quem está começando e que o governo, às vezes, tem dificuldade de desenvolver soluções e olha as fundações como referência. Então elas precisam ocupar esse espaço”, destaca Adriana.

Outra questão debatida foram as lições aprendidas com a crise que afeta a América Latina. “Quando não tivemos crise na região? Esse não é um cenário novo para nós. Mas tenho certeza de que quanto mais desafios, mais nos desenvolvemos. No campo do Impact Investing tentamos replicar o Vale do Silício, mas é irreplicável. Temos que encontrar nossos caminhos e há desafios em todos os temas”, afirmou Susana Robles, do FUMIN (Fundo Multilateral de Investimento do BID). “Atualmente, com a crise no Brasil, pessoas com boa formação perdem empregos e buscam novas colocações com propósito social. Isso é bom para o campo”, disse Daniel Izzo, da Vox Capital.

Entre outros temas, os painéis debateram também a educação e o papel das universidades na formação de empreendedores sociais. Para Yusef Jacobs, Vitaluz, formado em energia elétrica e criador de uma empresa de energia solar, “Todo aluno deveria ser um empreendedor social”. Sua visão encontra sinergia com a fala de  Andrea Armeni, Transform Finance, na mesa final do evento que abordou o futuro do campo: “Acredito que no futuro não existirá investimento de impacto como um grupo à parte. Mas para chegarmos lá precisamos trazer mais pessoas para o campo, pois há um time que puxará o campo para a próxima etapa. E este é o futuro que eu miro, construir um novo sistema, onde a educação, saúde e habitação para todos seja a base”.

 



ICE – Instituto de Cidadania Empresarial