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SOCIAL GOOD BRASIL DEBATE IMPACTOS SOCIAIS DAS NOVAS TECNOLOGIAS

Social Good Brasil promove debate sobre impactos sociais das novas tecnologias

De que forma o uso de dados públicos, inteligência artificial, Internet das Coisas e novos modelos organizacionais podem gerar impacto social e estimular novos empreendedores? Esse foi o tema central que reuniu especialistas nacionais e internacionais no 6º Festival Social Good Brasil (SGB), realizado nos dias 27 e 28 de outubro, no Centro de Inovação ACATE Primavera, em Florianópolis (SC)

O festival é realizado pelo Social Good Brasil, organização que inspira, conecta e apoia indivíduos e organizações para o uso das tecnologias e do comportamento inovador para a solução de problemas da sociedade. Palestras, painéis, rodas de conversa e workshops relacionados à inovação social, assim como atividades culturais e musicais, fizeram parte da programação que pôde ser acompanhada via internet.

“Quando começamos o festival, há cinco anos, a novidade eram as novas mídias, o poder social da Internet. De lá para cá, surgiram inúmeros movimentos de cidadania e engajamento cívico digital. A grande questão do momento para a inovação social é a forma como podemos utilizar esta nova onda de tecnologias emergentes para gerar um impacto positivo de maneira exponencial”, observa Carolina de Andrade, diretora do SGB.

Para Débora Souza Batista, analista de programas do ICE, que acompanhou o festival SGB, entrar em contato com o polo de empreendedorismo de Santa Catarina foi o ponto alto da visita. “O encontro atraiu um público diversificado: empresas, fundações, institutos e Sebrae. Foi um momento de celebrar a inovação. As apresentações foram muito dinâmicas, com muitas imagens (estilo TED) e a interação era feita por meio do WhatsApp. Muito interessante foi também a metodologia da edição 2017 do festival, que permeou toda a programação com três momentos: ‘Olhar além’, ver o que os outros estão fazendo, perceber e refletir sobre o que há de inovador no mundo e como conectar essas ferramentas ao contexto local; ‘Olhar para dentro’, fazer o que gosta de fazer, com uma série de atividades voltadas ao autoconhecimento; ‘Mão na massa’, a hora das ações práticas e workshops”, comenta Débora.

Jeremy Kirshbaum, do Institute for The Future, e Andrew Means, fundador do movimento internacional Data Analysts for Social Good, foram os palestrantes internacionais. Adriana Barbosa, fundadora do Instituto Feira Preta, conduziu um workshop com o tema inclusão da diversidade em grandes empresas. Adriana foi indicada pela iniciativa MIPAD (Most Influential People of Africa Descent), da ONU, como uma das 51 pessoas negras com menos de 40 anos mais influentes do mundo.

“Uma das Rodas de Conversa foi com Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora. Ela trabalhou 17 anos na Volkswagen e foi a única mulher a ocupar um cargo no alto escalão da companhia. Ela abordou o que é ser mulher e empreendedora; meritocracia e como o ambiente corporativo pode ser inóspito para mulheres. Na sua avaliação, mulheres são as que mais fazem negócios de impacto, mas que menos recebem investimento. Em função disso, Ana criou um fundo de mulheres para investir em negócios de mulheres (R$ 5 milhões). Citou a iniciativa de currículos blindados, que aumentou em 30% as contratações de mulheres e que melhorou o ambiente coorporativo para elas”, conta Débora.

Ilha da Inovação                

Em 2018, Florianópolis vai contar com um laboratório inédito no país para uso de dados e tecnologias exponenciais para solução de problemas da sociedade. A inspiração é o projeto Data for Good, idealizado pelo norte-americano Andrew Means, que apresentou o painel de abertura do Festival SGB.

O movimento funciona como uma comunidade global composta por centenas de profissionais ligados a projetos sociais que estudam e aplicam dados públicos em projetos de impacto em suas comunidades.

Em sua apresentação, Andrew falou sobre como decidiu investir em usar dados e sua expertise para solucionar problemas históricos da sociedade como por exemplo o tráfico de pessoas no mundo. Andrew também organiza conferências de Data for Good, a principal delas na Universidade de Stanford no Vale do Silício.

O laboratório de dados e tecnologias exponenciais para inovação social em Florianópolis será operacionalizado pelo Social Good Brasil e terá parceiros multinacionais como IBM e SAP, a empresa catarinense de big data Neoway, a Resultados Digitais, a incubadora de educação em tecnologia Exosphere e a Data Science Brigade, que atua com soluções de análise de dados e machine learning.  “Cada vez mais Florianópolis se destaca como a capital da inovação social”, afirma Fernanda Bornhausen Sá, presidente voluntária do Social Good Brasil.



ICE – Instituto de Cidadania Empresarial