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Prêmio Boas Práticas na Academia 2020. ponteAponte

Publicação apresenta Boas Práticas em Negócios e Investimento de Impacto na Academia

Premiação realizada com apoio da Chamada Impulse da Aliança pelo Impacto buscou as melhores práticas para abordagem do tema em instituições de ensino superior brasileiras. 

Reconhecer e divulgar iniciativas acadêmicas realizadas em cursos de graduação de Instituições do Ensino Superior (IES) de todo o país focadas na agenda de investimento e negócios de impacto é o principal objetivo da publicação Boas Práticas em Negócios e Investimento de Impacto na Academia, recém-lançada pela ponteAponte durante webinar realizado no dia 25 de novembro.

O documento é a entrega final de uma das quatro propostas selecionadas na segunda edição da chamada IMPULSE, realizada em 2019 pela Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto em parceria com Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) por meio do BID-LAB, mais British Council, Instituto Humanize e Itaú.

A metodologia escolhida consiste na realização do prêmio Boas Práticas na Academia, uma chamada aberta com objetivo de mapear e dar visibilidade a experiências de ensino e extensão que contribuem para a inserção das temáticas relacionadas aos Investimentos e Negócios de Impacto no Ensino Superior.

“A intenção de realizar o Prêmio Boas Práticas na Academia nasce justamente dessa percepção de que existem muitas iniciativas diferentes e criativas que incorporam esses temas. Após conhecer tantas experiências inspiradoras, a publicação busca dar visibilidade a essas experiências e, dessa forma, inspirar outros professores para a realização de ações semelhantes, adequando-as a seus contextos locais”, explica Juliana Rodrigues, consultora especialista que apoiou o desenvolvimento da proposta juntamente com a ponteAponte.

Já Mariana da Silva, da ponteAponte, comenta a opção pela realização de uma premiação como metodologia para a construção do mapeamento. “Os prêmios se mostram como um caminho positivo, pois, além de trazerem visibilidade e destaque para os docentes e para a agenda de forma mais ampla, também ampliam o alcance do mapeamento, permitindo chegar em docentes que ainda não estavam próximos das redes que formam o ecossistema de investimentos e negócios de impacto.”

Características das propostas acadêmicas

Juliana comenta que inovação social, empreendedorismo social e negócios de impacto são assuntos que, cada vez mais, estão ganhando espaço na academia, tanto pelo engajamento crescente de professores que se interessam por essas temáticas, como por alunos que questionam e procuram contribuir para solucionar os problemas da sociedade. “Vemos que já existem muitas experiências que têm engajado os alunos no papel de protagonistas de sua própria aprendizagem.”

Dos 34 projetos inscritos, 23 foram considerados válidos e passaram por análises detalhadas, de acordo com seus objetivos de aprendizagem; abordagem teórica e prática; integração com o contexto social; e articulação de redes internas e externas.

A publicação, derivada do prêmio, foi dividida em cinco seções. Além da apresentação da metodologia utilizada, a seção “Como são as iniciativas acadêmicas dedicadas aos investimentos e negócios de impacto?”, mostra que as práticas acadêmicas dedicadas à agenda de investimentos e negócios de impacto se concentram, em sua maioria, na região Sudeste (43%) e Centro-Oeste (26%), principalmente em IES públicas (57%). Para Juliana, conhecer experiências em diferentes regiões do país é especialmente relevante para entender a multiplicidade de formas inspiradoras que podem ser usadas para trabalhar os temas.

As ações mapeadas mostraram que a abordagem é feita, em sua maioria, com projetos aplicados (26%) e na oferta de disciplinas eletivas (17%). Predominam, com 26%, as propostas que abordam negócios e investimentos de impacto a partir de metodologia de negócio ou como empreendedorismo social (22%). Juliana pontua que uma reflexão importante a partir dos achados da publicação é que “as experiências ganham destaque quando conseguem estar inseridas de forma central no objetivo de aprendizagem dos alunos, ou seja, se complementam de maneira expressiva à formação e, ao mesmo tempo, trazem as comunidades e os atores envolvidos de forma muito engajada e participativa, fazendo sentido naquele contexto social”.

Apesar de não se tratar de uma receita a ser seguida, a consultora reforça que ter clareza desses objetivos e intenções influencia as escolhas de como o tema será trabalhado e norteia os resultados a serem alcançados.

A seção “Quem são os docentes que lideram as iniciativas acadêmicas relacionadas ao campo de negócios e investimentos de impacto?” traça o perfil com predomínio de professores do sexo masculino (57%) e a concentração de experiências em cursos de Administração (61%), embora a agenda comece a ser trabalhada em outras áreas como computação, comunicação, economia, engenharia de software e gestão pública.

Ainda, destaca-se o fato de que 91% dos docentes participantes do Prêmio desenvolveram suas iniciativas em conjunto com colegas ou estudantes de pós-graduação. São 57% os professores que integram a Rede Academia ICE e 43% que não integram.

Aprendizados e desafios

Uma seção inteira da publicação foi dedicada a analisar potenciais e desafios do trabalho com negócios e investimentos de impacto na academia. Mariana adianta que as práticas acadêmicas mapeadas também resultaram em diversos aprendizados e apresentaram caminhos e possibilidades para fomentar o protagonismo do estudante de graduação na construção de seu conhecimento, assim como a potência da interdisciplinaridade no desenvolvimento de ações ligadas à agenda de negócios e investimentos de impacto, além do fato de muitas propostas terem sido desenvolvidas em conexão com o ecossistema local.

“Muitas iniciativas foram desenvolvidas de forma cocriada com o contexto local, permitiram a construção e fortalecimento de redes dentro e fora da IES e promoveram análises críticas e propositivas sobre o arcabouço teórico e ferramentas da agenda de investimentos e negócios de impacto”, completa.

Juliana, por sua vez, afirma que a análise dos finalistas e vencedores permitiu a compreensão da importância da adoção de uma abordagem extensionista de ensino que fomente o protagonismo dos alunos e uma integração real com o contexto e os atores locais, movimento já realizado por muitos projetos. “A agenda relacionada aos negócios de impacto, incluindo inovação e empreendedorismo social, que são temas relevantes de conexão da agenda na academia, ajuda a fomentar essa relação de troca de saberes e de integração mais expressiva, pois a relação com a realidade social está na essência desses temas.”

A última seção do documento foi destinada a analisar individualmente as seis propostas finalistas e as cinco propostas vencedoras de autoria de Acilon Himercirio Baptista Cavalcante (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ – UFPA); Armindo dos Santos de Sousa Teodósio (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC MINAS GERAIS); Gabriel Fernandes Cardoso (Centro Universitário do Distrito Federal – UDF); Hyggo Oliveira de Almeida (Universidade Federal de Campina Grande – UFCG) e Paulo Henrique Oliveira Silva (Universidade Salvador – UNIFACS).

Para acessar a publicação na íntegra, visite https://www.boaspraticasnaacademia.com.br/boas-praticas


ICE – Instituto de Cidadania Empresarial