Em San Francisco, Mariana Brunelli integrou uma jornada de aprendizagem sobre filantropia e investimento de impacto, levando ao ICE reflexões sobre cooperação, novas arquiteturas de futuro e respostas mais sistêmicas para os desafios contemporâneos.
Participar de agendas in
ternacionais estratégicas é, para o ICE, uma forma de acompanhar de perto as conversas que vêm redesenhando o papel da filantropia e dos investimentos de impacto no mundo. Foi com esse olhar que Mariana Brunelli, coordenadora de Programas do ICE, esteve em San Francisco para uma jornada de aprendizagem voltada à filantropia e ao investimento de impacto nos Estados Unidos, incluindo encontros no pré-fórum e a participação no Global Philanthropy Forum 2026.
A experiência integrou uma delegação com curadoria de Daniela Nascimento Fainberg e Juliana de Paula e reuniu lideranças, organizações e representantes do campo em torno de temas que hoje atravessam o debate global: crise climática, hiper digitalização, tensões geopolíticas, enfraquecimento de instituições e a necessidade de novas formas de cooperação.
Um mundo em transição exige novas respostas
A agenda do fórum refletiu um cenário global marcado por transformações profundas. Entre os temas centrais, ganharam força discussões sobre capital regenerativo, confiança como infraestrutura, governança compartilhada, novas arquiteturas de cooperação e o papel das narrativas na construção de futuros possíveis.
Mais do que financiar respostas pontuais, o debate apontou para a necessidade de redesenhar estruturas. Em outras palavras, os desafios do presente demandam modelos mais colaborativos, inclusivos e sistêmicos, capazes de responder à complexidade do tempo atual.
A abertura do evento trouxe, em essência, uma questão central: a filantropia está realmente preparada para lidar com a complexidade deste momento? A partir dessa provocação, o encontro reforçou a urgência de reinventar práticas, ampliar repertórios e fortalecer caminhos de atuação conectados às transformações do mundo contemporâneo.
Escuta global e aprendizado coletivo
Para Mariana Brunelli, a experiência foi marcada não apenas pela densidade dos debates, mas também pela abertura ao intercâmbio entre diferentes perspectivas e trajetórias.
“Uma viagem de aprendizado é sempre uma oportunidade de expandir horizontes — mas, desta vez, houve algo especialmente marcante. No contexto atual dos Estados Unidos, chamou atenção uma abertura mais genuína para escutar outras experiências e caminhos possíveis de desenvolvimento, vindos de diferentes partes do mundo”, afirma.
Segundo Mariana, o Global Philanthropy Forum refletiu esse momento com potência ao reunir discussões sobre a construção de uma nova arquitetura de futuro, a urgência de reinventar narrativas e um chamado claro à cooperação. Em um cenário atravessado pela hiper digitalização e pela crise climática, emerge a necessidade de um novo contrato social — mais inclusivo, mais colaborativo e verdadeiramente global.
Ao retornar da experiência, a percepção é de que o campo vive uma inflexão importante. “Volto dessa experiência com a sensação de que estamos diante de uma inflexão importante: um tempo em que ouvir, conectar e cocriar se tornam condições essenciais para transformar o futuro”, destaca.
Conectar o Brasil aos debates que importam
Para o ICE, acompanhar agendas como o Global Philanthropy Forum é parte do compromisso de conectar o Brasil aos debates que ajudam a ampliar repertório, fortalecer estratégias e construir respostas mais sistêmicas para o futuro.
Estar presente nesses espaços significa, também, fortalecer conexões, trocar com lideranças do campo e trazer reflexões relevantes para o contexto brasileiro. Em um tempo que pede cooperação, escuta e ação compartilhada, experiências como essa contribuem para qualificar o olhar sobre os desafios do presente e as possibilidades de transformação do futuro.