Agente Muda reforça liderança sistêmica, inclusão e regeneração no Ceará
Em Aquiraz, a quarta edição do programa reuniu atores comprometidos com a construção de soluções coletivas para o ecossistema local
Em um contexto marcado por profundas transformações econômicas, sociais e ambientais, o Agente Muda voltou a afirmar uma convicção que vem ganhando força entre lideranças do campo de impacto, não haverá transição para novas economias sem coragem para enfrentar desafios complexos, sem diálogo qualificado e sem disposição real para construir soluções coletivas.
A quarta edição do encontro foi realizada no Ceará e evidenciou, justamente, esse entendimento ao apostar na formação de comunidades de prática capazes de impulsionar mudanças sistêmicas e duradouras. Cerca de 40 participantes se reuniram em torno de uma agenda voltada à construção de soluções coletivas para os desafios econômicos, sociais e ambientais do presente.
Ao conectar ancestralidade, conhecimento científico e ação conjunta, o encontro reafirmou a importância de comunidades de prática comprometidas com caminhos mais inclusivos, equitativos e regenerativos. Entre os participantes esteve Carol Kossling, coordenadora de Comunicação do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), cuja presença reforçou a relevância da comunicação como dimensão estratégica para impulsionar mudanças sistêmicas e fortalecer agendas de impacto positivo.
“Em um tempo de transformações econômicas, sociais e ambientais profundas, a inovação social ganha força quando deixa de ser apenas resposta pontual e passa a impulsionar mudança sistêmica, com visão de longo prazo, construção coletiva e compromisso real com caminhos mais regenerativos e equitativos”, afirmou Carol Kossling, coordenadora de Comunicação do ICE.
Ecossistema local
Também estiveram presentes conselheiras da Coalizão Pelo Impacto Fortaleza, programa do ICE, Andréia Cardoso, Manú Oliveira, Michelle Ribeiro e Mônica Fernandes. Além da fundadora da Somos Um, Ticiana Rolim, organização correalizadora da Coalizão.
A vivência em Aquiraz teve um significado especial por marcar a primeira edição presencial da comunidade fora de São Paulo, ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo conexões em diferentes territórios. Em vez de recorrer a fórmulas prontas, a programação investiu em escuta, diversidade de repertórios e construção compartilhada de caminhos regenerativos, partindo da premissa de que impacto positivo não nasce do improviso, mas do compromisso continuado com a transformação das regras do jogo.
Esse princípio aparece de forma central na apresentação do Agente Muda, que destaca a necessidade de superar um modelo de desenvolvimento esgotado e avançar para práticas orientadas por colaboração, equidade e regeneração.
Visita de campo
Nesse percurso, o grupo conheceu, como parte da experiência no Ceará, o Projeto Criança Feliz, que assiste crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social nas comunidades do Jardim Iracema e Padre Andrade, desenvolvendo atividades que têm na arte-educação um eixo central de transformação.
Por conheceram o projeto Pé na Rua, voltado ao estímulo da convivência comunitária, da vinculação socioafetiva, da participação cidadã e da requalificação de espaços e equipamentos sociocomunitários. Também integrou a agenda a visita ao grupo produtivo Pé de Sonho e Convivência e Arte, iniciativa que incentiva sustentabilidade e geração de renda por meio do artesanato, da costura, do bordado e do crochê.
Outro momento marcante da programação foi a visita ao Maracatu Nação Iracema, onde os participantes puderam conhecer a história de Lúcia Simão e a ancestralidade de sua família. A atividade aprofundou uma das dimensões mais simbólicas do encontro, a compreensão de que regeneração e equidade não são agendas dissociadas da cultura, da memória e dos saberes ancestrais.
