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Internacionalizar e decolonizar a produção científica brasileira

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Internacionalizar e decolonizar a produção científica brasileira

  • Miguel Pato
  • 08/10/2024
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  • Miguel Pato
  • 08/10/2024
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Terceiro Encontro Academia ICE discute a valorização da pesquisa nacional e a problematização do processo de internacionalização

No dia 26 de setembro, ocorreu o 3° Encontro Academia ICE que teve como tema a internacionalização da produção acadêmica brasileira. O encontrou contou com as participações do Professor Douglas Wegner, da Fundação Dom Cabral e da Professora Marlei Pozzebon, da Faculdade Getúlio Vargas e da Escola de Negócios Hec Montreal. Os palestrantes comentaram os desafios da internacionalização e da tendência colonizadora no mundo acadêmico.

A discussão trouxe temas relevantes como a valorização da produção nacional e a problematização do processo atual de internacionalização, pautado no protagonismo do norte global. Para Pozzebon, é fundamental pensar em uma internacionalização decolonial que rompa com a reprodução das estruturas vigentes de dominação. 

“Se a gente internacionalizar do jeito que tem sido feito, só reproduziremos estruturas de dominação que continuam nos colocando em um lugar subalterno”, disse.

A internacionalização ainda é um território de muita disputa na própria academia, de acordo com Pozzebon. O fato de o ambiente acadêmico ter uma mesma métrica para todo mundo faz com que áreas de pesquisa relevantes sejam preteridas pela necessidade profissional de se internacionalizar:

“Se nas instituições tivessem um grupo dedicado a publicar internacionalmente e outro grupo com preocupação com impacto local, isso seria fundamental. Por que precisamos todos fazer as mesmas coisas?”, questionou. 

Segundo Daiane Neutzling, da UNIFOR, a pesquisa nas universidades brasileiras é regida pelo mercado, pela busca pela estabilidade profissional e pelos marcadores de qualidade e competitividade, como o Qualis e o Google Scholar. Para Caio Fanha, do CESUPA, a criação de projetos nacionais de internacionalização em rede, facilitariam a proliferação de pesquisas brasileiras, que muitas vezes são ignoradas quando apresentadas individualmente.

Outro ponto de atenção trazido por Wegner foi o método de comunicação da academia brasileira, pautado predominantemente por artigos científicos. Para ele, é necessário adaptar o modelo de publicação para cada caso específico. Às vezes, um conteúdo técnico pode ser mais eficiente do que um artigo:

“É importante que a CAPES também reconheça outros mecanismos de disseminação do conhecimento que vão além da publicação de artigos. (…) Precisamos fazer com que outras pessoas de fora da academia também leiam e discutam o que estamos produzindo”, comentou.

Para Flavia de Oliveira, da IFPR, o mesmo processo de colonização do norte global sobre o sul global também é reproduzido dentro da nossa academia nas relações entre as universidades das capitais com as universidades interiorizadas. Para Carla Pasa Gómez, da UFPE, ainda é preciso tomar cuidado para não repetir o ciclo de colonização ao dar visibilidade a revistas que colonializam, sejam elas brasileiras ou internacionais.

Para Camila Aloi, gerente do Programa Academia ICE, a virada de chave para a pesquisa e produção internacional com mais consistência e soberania da produção brasileira está na relevância de sustentar termos e conceitos produzidos a partir da experiência brasileira. Há muita produção de qualidade feita por pesquisadores brasileiros e buscar a originalidade nas fronteiras do conhecimento pode elevar a produção nacional a outro patamar. A falta de diversidade da academia dificulta muito a produção decolonial.

O 3° Encontro Academia ICE fechou a série dos encontros Academia deste ano. Para saber mais: https://academiaice.org.br/ 

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