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Aliança pelo Impacto encerra consulta sobre critérios para definir Negócios de Impacto 

80% das contribuições à consulta aberta validaram  quatro critérios que, em conjunto, poderiam definir os negócios de impacto.

Durante 25 dias, todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente com o campo de impacto socioambiental positivo puderam contribuir com o processo que está sendo realizado pela Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto (Aliança pelo Impacto) em colaboração com a Pipe Social para avaliar e atualizar os conceitos apresentados na Carta de Princípios para Negócios de Impacto no Brasil. Durante esse período foi mantida aberta uma plataforma de consulta para validar definições encontradas em etapas anteriores do processo. 

De acordo com Diogo Quitério, gestor de programas do ICE, entre os fatores que motivaram a revisita à primeira versão da Carta – lançada em 2015, quando a Aliança se chamava Força Tarefa de Finanças Sociais – estão o crescimento e o dinamismo do ecossistema de negócios de impacto socioambiental.

O processo 

Diogo conta que o processo para validar a construção de uma proposta de definição de negócios de impacto foi estruturado a partir de desk research (coleta e uso de informações e dados já publicados no Brasil e no exterior), entrevistas individuais e discussões em grupos de trabalho, além de coletar sugestões de aprimoramento.  

Ao analisar o contexto nacional,  a equipe da Pipe buscou entender como as organizações se posicionam institucionalmente e conceituam os negócios de impacto. Uma lista de definições sobre negócios de impacto usadas por quase cem organizações – entre aceleradoras, incubadoras, investidores de diferentes tipos e portes, institutos e fundações, governo, empresas e sociedade civil – foi elaborada e usada para identificar pontos em comum e divergentes. As entrevistas e workshops ajudaram a validar essas referências e a análise inicial. 

Consulta aberta registrou mais de 150 respostas

Após a realização dos workshops, onde os participantes definiram filtros mínimos (o que um negócio de impacto precisa ter para ser considerado como tal) e filtros qualificadores (características desejáveis), Aliança pelo Impacto e Pipe Social lançaram uma consulta aberta com o objetivo de ouvir o maior número possível de opiniões sobre as características poderiam definir negócios de impacto socioambiental positivo. 

As 174 respostas recebidas ainda estão em fase de análise, mas já é possível afirmar que a taxa de validação das definições apresentadas foi alta. “Oitenta por cento dos respondentes concordaram com nossa proposta sobre os quatro critérios que, em conjunto, poderiam definir os negócios de impacto. Isso significa que acertamos na essência desses critérios, mas ainda estamos fazendo ajustes de texto para deixá-los mais precisos”, comenta Diogo.

Além de conter perguntas específicas sobre a definição de negócios de impacto, o questionário contava com campos de resposta para que os participantes discordassem e trouxessem argumentos para qualificar a proposta. Diogo comenta que algumas críticas e sugestões registradas não dizem respeito diretamente à definição de negócios de impacto, mas à necessidade de disseminação nacional do conceito , à aproximação mais forte com narrativas e nomenclaturas da área ambiental ou às perdas e ganhos de assumir uma definição para os negócios de impacto.

Com o fim da consulta aberta, o processo de revisão caminha para sua conclusão. Entre os próximos passos estão previstas apresentações dos resultados para o Comitê da Aliança pelo Impacto e alguns parceiros antes da divulgação final.. Segundo Diogo, é desejo da equipe envolvida incluir conteúdo e reflexões geradas no processo no documento sobre os critérios para definição de negócios de impacto. 

Quer saber mais sobre todo o processo feito pela Aliança pelo Impacto? Clique aqui.



ICE – Instituto de Cidadania Empresarial