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Institutos e Fundações de Impacto fazem investimento conjunto em Negócios de Impacto

Um dos resultados do Lab de Inovação em Finanças Sociais – iniciativa da Força Tarefa de Finanças Sociais (FTFS), representada pelo ICE (Instituto de Cidadania Empresarial) e SITAWI (que compõem a sua diretoria executiva), e a Aoka Labs – concluído em 1º de novembro, foi a criação do protótipo Institutos e Fundações de Impacto, que mobilizou um conjunto de institutos e fundações que aceitaram aprofundar seus conhecimento e experimentar novos mecanismos de finanças sociais para investir em intermediários  que apoiam negócios de impacto.

A iniciativa tem o desafio de aprofundar o entendimento e a prática das fundações e institutos (empresariais, familiares e independentes) no campo de finanças sociais e negócios de impacto, e servirá de piloto para doações e investimentos na área. Desenvolvido com base na cocriação, o plano de ação buscou organizar recursos, agentes e ações em atividades definidas e alinhadas às recomendações da Força Tarefa de Finanças Sociais.

O grupo responsável por esse protótipo reuniu representantes de diferentes organizações como Andrea Resende (SITAWI), Carolina Alves de Jongh (Instituto Votorantim), Jair Resende (Instituto Intercement), José Aliperti (Kidu), Fábio Deboni (Instituto Sabin), Frederico Rizzo (Broota) e Sandra Ortiz (BMW).

Uma das principais ações do grupo foi a realização de um workshop com representantes das primeiras 17 organizações que se comprometeram com o investimento coletivo. O encontro, realizado nos dias 27 e 28 de outubro, no Rio de Janeiro, com apoio da BMW Foundation, foi uma oportunidade para aprenderem sobre mecanismos de finanças sociais, definirem a governança do grupo e os próximos passos. O aprendizado dessa vivência será compartilhado em breve, mas outras organizações associadas ao GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e empresas) tiveram até o dia 30 de novembro para entrarem para o grupo, que já totaliza 21 Institutos e Fundações.

Fábio Deboni, gerente-executivo do Instituto Sabin e coordenador da Rede Temática de Negócios de Impacto Social do GIFE, organização que integra a Força Tarefa de Finanças Sociais, comenta como tem sido importante participar de iniciativas que pensam este modelo no Brasil. “Ficamos muito felizes com a adesão, até este momento, e com o engajamento deles no processo de construção dos diálogos do grupo. Temos pela frente o desafio de prosseguir com o aperfeiçoamento do protótipo, testar o processo do fundo piloto e aprender com esta experiência. Já traçamos quais são os mecanismos de investimento de impacto que queremos experimentar e com quais organizações intermediárias iremos atuar. O passo seguinte é dar conta do processo burocrático do aporte da cota de recursos de cada instituto e fundação para, em seguida, conseguirmos avançar mais profundamente nos critérios mais técnicos deste processo junto a cada mecanismo e a cada intermediário.”

As seguintes organizações aderiram ao grupo e se comprometeram a fazer os primeiros investimentos: Childhood, Fundação Boticário, Fundação Telefônica, Fundação Lemann, Fundação Tide Setubal, Fundação Otacilio Coser, Fundo Vale, Instituto Ayrton Senna, Instituto Cyrella, Instituto Coca-Cola, Instituto de Cidadania Empresarial – ICE, Instituto EDP, Instituto InterCement, Instituto Sabin, Instituto Samuel Klein, Instituto Phi, Instituto Vedacit, Instituto Votorantim, Holcim, Oi Futuro e Raízen, sendo 07 delas organizações ligadas à associados ICE (Childhood, Instituto Ayrton Senna, Instituto Intercement, Instituto Phi, Instituto Votorantim, Instituto Vedacit e Raizen).



ICE – Instituto de Cidadania Empresarial