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Negócios de impacto tem destaque na Conferência Anprotec

Nos últimos anos o tema dos negócios de impacto vem conquistando cada vez mais o interesse dos empreendedores brasileiros e foi, pelo segundo ano, um dos principais destaques da 26ª Conferência Anprotec – Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores, o maior evento desse tipo na América Latina, realizado na segunda quinzena de outubro em Fortaleza (CE), em parceria com o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas empresas e a Rede de Incubadoras de Empresas do Ceará (RIC).

A Conferência colocou em sua programação um minicurso sobre negócios de impacto, oferecido por equipe coordenada pelo Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) e Fundação Telefônica Vivo, e sessão plenária com o tema “Negócios de Impacto Social e Ambientes de Inovação: funções e desafios”, que teve a participação de Célia Cruz, diretora-executiva do ICE, Carolina Andrade (Social Good Brasil), Heloisa Menezes e Krishna Faria (Sebrae Nacional), Henrique Martins de Araujo (BID), e Valdemar de Oliveira Neto (WTT Tecnologia e Consultoria). A superintendente-executiva da Anprotec, Sheila Oliveira Pires, moderadora da sessão, falou sobre a importância do empreendedor que busca inovação para enfrentar desafios inéditos. Esta agenda dos negócios de impacto, tema relativamente novo, conecta inovação para resolver desafios. “O propósito é sairmos daqui entendendo mais claramente como o nosso ecossistema pode trabalhar nesse sentido”, destacou.

Célia Cruz falou sobre os recursos necessários para os investimentos de impacto. Lembrou que o dinheiro de fontes tradicionais é insuficiente para bancar a inovação. “Precisamos de soluções complexas para os problemas do Brasil e do mundo. Felizmente já temos investidores dispostos a financiar essas soluções que beneficiam a população de baixa renda”, afirmou. “Estas soluções podem vir desde uma ONG com um empreendimento até um negócio de impacto que distribua dividendos aos seus investidores, por exemplo, um venture capital de impacto”, explicou.

Célia Cruz disse também que, seguindo as tendências atuais, todos podem se conectar para resolver problemas das comunidades de baixa renda. “É muito importante conhecer o ecossistema de uma região para que ela se fortaleça e receba investimentos para serem aplicados dentro de um contexto social que propicie desenvolvimento”, afirmou.

Muitos empreendedores não sabem que têm um negócio de impacto, explicou Valdemar de Oliveira Neto (WTT) e nós apresentamos alternativas para este empreendedor levar sua solução para melhorar a vida de muitas pessoas de baixa renda.

“Se você apoia um negócio que melhora a vida das pessoas, você tem um negócio de impacto”, disse Henrique Martins de Araújo especialista sênior do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O Banco está apoiando o desenvolvimento deste cenário. “Existe um ecossistema muito amplo que busca apoiar esse tipo de negócio. O BID aposta em fundos de investimento que têm como foco apoiar negócios de impacto. Fazemos também investimentos diretos em negócios. Desde empresas em estágio inicial até as mais evoluídas. Tentamos trazer mecanismos inovadores que gerem esse impacto e que tragam dinheiro do mercado privado para resolver problemas públicos. Apoiamos organizações intermediárias que avançam este campo”, acrescentou.

O tema do debate está diretamente relacionado com o trabalho do Sebrae, afirmou a diretora técnica da instituição, Heloisa Menezes. “Atuamos de maneira bastante ampla e temos um recorte especial para os negócios de impacto dentro do nosso conjunto de projetos. É um olhar muito específico que está completamente relacionado ao que fazemos por todo o país”, esclareceu. O Sebrae tem a capacidade de juntar várias peças e fomentar esse tema, que é essencial nos dias de hoje, um tema de vanguarda”, completou.

Carolina de Andrade, diretora-executiva da Social Good Brasil, falou sobre a trajetória da entidade, que surgiu há quatro anos com o objetivo de apoiar inovações sociais que usam tecnologia. “Nos inspiramos no campo para entender onde tinha um gap de ideias. Queremos ajudar os empreendedores a desenharem seus modelos de impacto e descobrir que tecnologias eles devem usar para atingir mais gente”, explicou.

Ao final da mesa o BID e ICE lançaram uma parceria para contribuir com o avanço do campo de Finanças Sociais e Negócios de Impacto que envolverá os programas Força Tarefa de Finanças Sociais, Academia e Incubação e Aceleração de Impacto. Ao mesmo tempo, haverá investimentos diretos em pelo menos 16 negócios de impacto e fortalecimento das aceleradoras e incubadoras que apoiarem estes negócios.Leia mais aqui

Minicurso Negócios de Impacto Social

O minicurso Negócios de Impacto Social, que teve a coordenação do ICE, atraiu 57 participantes, número considerado muito bom pelos organizadores, e apresentou os negócios de impacto como um instrumento de transformação social, especialmente no Brasil, país desigual e ainda precário em áreas como saúde, educação, habitação e serviços financeiros.

O minicurso foi ministrado por Célia Cruz, diretora-executiva do ICE, Fernanda Bombardi, gerente-executiva do ICE, Luiz Fernando Guggenberger, gerente de inovação social e voluntariado da Fundação Telefônica, e Samir Hamra, analista de programas do ICE. O objetivo foi trazer o tema de negócios de impacto como uma oportunidade de atuação para aceleradoras e incubadoras de todo país considerando o seu potencial de influenciar a agenda empreendedora.

O evento também foi uma oportunidade para lançar o Programa de Incubação e Aceleração de Impacto que visa contribuir para ampliação da atuação com negócios de Impacto junto a esse público que está com inscrições abertas até 08/11.

Ao final da 26ª Conferência Anprotec, ficou claro para muitos participantes que o tema dos negócios de impacto está conquistando seu espaço próprio nos ambientes de inovação que hoje estão cada vez mais interessados em gerar impacto socioambiental positivo.



ICE – Instituto de Cidadania Empresarial