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Relatório da Força Tarefa mostra avanços e traz reflexões para o fortalecimento das finanças sociais e negócios de impacto

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Relatório da Força Tarefa mostra avanços e traz reflexões para o fortalecimento das finanças sociais e negócios de impacto

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  • 13/03/2017
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Há pouco mais de um ano do lançamento das 15 Recomendações para a expansão e fortalecimento do campo das Finanças Sociais no país, a Força Tarefa de Finanças Sociais (FTFS) lança os primeiros resultados sobre os avanços dessa agenda no Brasil. Com o título “Avanços das recomendações e reflexões para o fortalecimento das Finanças Sociais e Negócios de Impacto no Brasil”, o relatório da Força Tarefa de Finanças Sociais (FTFS) de 2016 já está disponível para análise e download.

O processo de elaboração do relatório envolveu a realização de uma consulta aberta em plataforma online que, ao longo de novembro de 2016, teve os objetivos de: 1. Mapear resultados e conquistas, para além das conexões da FTFS, que apoiam o avanço das recomendações. 2. Refletir sobre desafios e legislações que apoiam o desenvolvimento de temas estratégicos. 3. Validar com atores do ecossistema informações para a construção desse relatório.

Ao todo foram mapeadas mais de 45 iniciativas em todo o país que respondem diretamente as recomendações e os principais desafios do setor como: 1) ampliação da oferta de capital; 2) O aumento do número de Negócios de Impacto qualificados e com alto potencial de crescimento; 3) O fortalecimento das organizações intermediárias; e 4) a promoção de um macroambiente favorável para as Finanças Sociais.

Aumento do número de negócios de impacto

Nessa frente, os avanços foram muitos:
• Lançamento do 1º Censo de Negócios de Impacto pela Pipe Social.
• Em estudo, a utilização de ferramenta do Sistema B para identificar organizações com produtos e serviços para a base da pirâmide.
• Estruturação do protótipo “InovAtiva de Impacto”, que acelerou 16 negócios de impacto em 2016 (com a previsão de 125 para 2017)
• Ampliação do trabalho com “Negócios de Impacto Social e Ambiental” na Diretoria Nacional do SEBRAE, e mais de 6 mil atendimentos para empresas (ou potenciais empresas) de impacto em 5 Estados.

A visão da FTFS é que, a partir de 2020, sejam incubados e acelerados 200 novos negócios de impacto por ano, com a participação das organizações do campo; que 20 grandes empresas estruturem programas para apoiar negócios de impacto (por meio de compras, investimentos e incentivos a startups); e que 10 mil empreendedores participem de atividades diversas do SEBRAE sobre negócios de impacto.

Fortalecimento das organizações intermediárias
Nos últimos três anos, poucas incubadoras e aceleradoras foram reconhecidas por sua atuação com negócios de impacto. A Rede NIFS (Professores envolvidos com Negócios de Impacto e Finanças Sociais) do Programa Academia (http://ice.org.br/academia-3/) contava com 23 docentes de duas IES, apenas em dois estados brasileiros (SP e RJ).

No final de 2016, o Programa Incubação e Aceleração de Impacto (http://ice.org.br/incubadoras/) já reunia 20 incubadoras e aceleradoras (de quatro regiões do país) engajadas e formadas para selecionar e apoiar negócios de impacto. A Rede NIFS, por sua vez, passou a contar com 50 docentes, de 28 IES, em 10 estados brasileiros.

A expectativa da FTFS é que, em 2020, centros de avaliação de impacto sejam atuantes em todos os estados brasileiros; que ao menos 40 incubadoras e aceleradoras do Brasil tenham estratégias específicas para selecionar e apoiar negócios de impacto; e que instituições de ensino superior formem alunos em áreas de finanças sociais e negócios de impacto em todas as regiões (e não apenas em carreiras de negócios).

Promoção de um macro ambiente favorável
A primeira dificuldade enfrentada pela FTFS foi a de que poucos gestores públicos e lideranças de grandes empresas conheciam o campo das finanças sociais e negócios de impacto. A ausência de grupos formados para repensar legislações que favorecessem o campo era outro problema a ser enfrentado.

Além das iniciativas envolvendo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços para promoção das finanças sociais no Brasil, a aprovação da legislação que protege investidores-anjo foi destaque em 2016.

O trabalho continua com força total para que o tema das finanças sociais e negócios de impacto seja conhecido e entendido pela maioria dos gestores públicos (federais, estaduais e municipais) e líderes de grandes empresas.

Implementação das recomendações da FTFS 2017

Para 2017, a FTFS irá priorizar três desafios:
• Ampliação de recursos para o campo: ações de engajamento e oportunidades para que indivíduos de alta renda, family offices, institutos, fundações, governos e grandes empresas aloquem capital para o campo
• Formação de pipeline para o campo: debate dos gargalos e oportunidades para ampliar
o número de empreendedores capacitados e negócios de impacto qualificados para receber investimentos
• Comunicação: ações efetivas para ampliar o conhecimento e a relevância dada ao tema de finanças sociais entre públicos estratégicos.

Debate e reflexões
Como parte da agenda do evento de lançamento do Relatório houve ainda a divulgação da parceria com o BID. Na ocasião, foi realizado um painel com especialistas para debater os “Avanços das recomendações e reflexões para o fortalecimento das Finanças Sociais e Negócios de Impacto no Brasil”, que integram o Relatório 2016 da FTFS.

O painel reuniu Renato Kiyama (GDS Ventures), Maria Rita Spina (Anjos do Brasil) e Marcelo Nakagawa (Insper), e foi mediado por Beto Scretas (ICE).

As dificuldades das empresas nascentes no Brasil, a expansão do investimento-anjo, o desafio de qualificar projetos de impacto e a necessidade de conectar o empreendedor ao ecossistema foram alguns dos temas abordados.

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