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Vem aí a quarta edição do Fórum de Investimentos e Negócios de Impacto

Vem aí a quarta edição do Fórum de Investimentos e Negócios de Impacto

Evento acontecerá em junho de 2020 e pretende atrair novos atores para fortalecer o ecossistema.  

Marque na agenda! Nos dias 30 de junho e 1º de julho de 2020, o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Vox Capital e Impact Hub vão promover a quarta edição do Fórum de Investimentos e Negócios de Impacto, no Teatro Prevent Sênior, em São Paulo.

Realizado a cada dois anos desde 2014, o Fórum é um espaço para reunir atores estratégicos e promover o debate sobre questões estruturais do campo, inovações nos investimentos, perspectiva dos empreendedores, o papel do governo e da academia, as oportunidades para a indústria e a inclusão dos negócios de impacto na cadeia de valor de grandes empresas e governo. 

Com isso, o evento, que foi concebido para reunir o ecossistema de investimentos e negócios de impacto no Brasil, segue pautando investidores e empreendedores responsáveis por negócios de impacto que miram desafios sociais e ambientais. “Temos discutido sobre como olhamos para os investimentos e negócios de impacto como uma oportunidade de fortalecer a economia de impacto e como um drive para reduzir desigualdades e para que possamos pensar em modelos de negócios que considerem as pessoas e o planeta”, afirma Vivian Rubia, coordenadora de programas do ICE. 

Crescimento do ecossistema

Em 2014, ano de lançamento do Fórum, 500 participantes tiveram acesso a 25 palestrantes internacionais e 60 brasileiros. No ano seguinte, foram 1.400 pessoas acompanhando o evento, tanto presencialmente, como por meio de transmissão online. Em 2018, mais de mil pessoas compareceram aos dois dias de evento e 2.300 acompanharam a transmissão online dos 167 palestrantes brasileiros e 5 internacionais. 

A expectativa para a quarta edição do encontro é ter mais de 1.200 participantes presenciais e 3.500 espectadores online acompanhando as palestras de 170 especialistas brasileiros e cinco internacionais.

A diferença no número de convidados brasileiros e estrangeiros reflete a evolução do campo de investimentos e negócios de impacto no Brasil. Vivian observa ainda que a maior presença de brasileiros leva em consideração a necessidade de discutir sobre a realidade e especificidades do país. 

“Enquanto organizadores, temos uma preocupação de que o Fórum represente o nosso ecossistema. Há uma série de eventos globais dos quais participamos, o que nesse momento de conexão com o mundo é muito importante. Mas, ao mesmo tempo, queremos reforçar um fórum brasileiro, pois sabemos que nosso país é muito diverso e grande, com inúmeras particularidades. O Fórum traz esse momento de reflexão sobre os gargalos e pontos de alavancagem do ecossistema brasileiro, sendo também nosso momento de celebrar as conquistas.” 

Novos públicos 

Um dos objetivos da quarta edição do Fórum é dar continuidade à diversificação de perfis que participam do evento. Se em 2014 foram reunidos fundos de investimentos, aceleradoras, empreendedores e academia, em 2016 e 2018, o evento recebeu também grandes empresas, instituições financeiras, fundações, incubadoras, empreendedores de periferia, instituições financeiras, investidores anjos, hubs, representantes de governos e family offices

Vivian explica que na última edição houve um aumento significativo de gestores de institutos e fundações interessados em conhecer mais o tema, organizações da sociedade civil (OSCs) interessadas em olhar para o campo e pensar novos modelos de negócio, assim como gestores de empresas. 

Segundo a coordenadora, para 2020, a ideia é atrair mais gestores públicos e pessoas ligadas ao setor – considerando a importância de governos para avanços na agenda de impacto -, além de gestores de fundos de investimentos – especialmente fundos de investimentos tradicionais. 

Essa diversidade de público, entretanto, configura-se como um desafio a ser pensado em termos de programação. Vivian explica que, ao mesmo tempo em que o Fórum atrai anualmente novos participantes, também tem um público que marca presença desde a primeira edição. A ideia é pensar uma programação profunda o suficiente para quem já acompanha o evento e didática para quem está se aproximando do tema. 

Por outro lado, a chegada de novos atores e participantes favorece a discussão sobre a necessidade de colaboração entre diferentes setores. Vivian pontua a aproximação entre o capital filantrópico e do investimento social privado (ISP) e o mundo de investimentos e negócios de impacto, assim como a importância de pensar o capital de forma mais colaborativa. 

“Nossa expectativa é fazer um evento que reflita os avanços do campo nesses últimos dois anos desde a última edição do Fórum em 2018 e nos ajude a criar senso de urgência quanto aos pontos em que precisamos evoluir. Estamos vivendo um momento muito complexo no Brasil do ponto de vista econômico, político e social e temos uma grande preocupação sobre como contextualizar o Fórum diante disso. Queremos que seja um evento profundo e que as pessoas saiam mobilizadas, prontas e inspiradas para promover as mudanças de que precisamos.” 

Além disso, o Fórum 2020 também terá sua programação balizada pela reflexão sobre a atualização das 15 recomendações para avanço do campo, lançadas em 2015 pela Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, coordenadora do processo, à época nomeada Força Tarefa de Finanças Sociais. Momentos para networking, feira de negócios e também pitches de empreendedores e oportunidades de investimento estão entre as atividades planejadas. 



ICE – Instituto de Cidadania Empresarial